Como Entender o que o Seu Cliente Quer

Eu fui atendimento da agência nos últimos 5 anos e mtive que me virar muito pra conseguir não ser demitida por mim mesma. Isso porque eu não tenho lá muito jeito com pessoas ou para vender. Mas é exatamente por não ter um talento nato que tive que aprender o básico do básico.

A verdade é que eu tinha pânico de ir pra reunião sozinha. Tipo de chorar, de tremer, de desistir, de achar que não ia e algumas vezes até não fui. Não chega a ser um medo de falar em público, não era vergonha. Antes de abrir a Bluebell eu dava aula de inglês. Foram mais de 6 escolas em 2 anos, com mais de 20 horas aulas por semana, entre crianças, adolescentes e adultos, mas eu nunca dei uma aula sem planejar antes. Eu sabia quase tudo do que ia acontecer nos próximos 60 minutos.

Quando você vai pra uma reunião com o cliente, por mais pautado que você esteja, as reuniões nunca seguem no fluxo planejado e acredite em mim, eu tentei. O único padrão que toda reunião tem são os primeiros 5 minutos.

OS PRIMEIROS 5 MINUTOS

Até a recepcionista avisar que você pode entrar na sala e você abrir seu caderno, ou notebook e começar o que de fato você está ali querendo, acontece o que eu chamava nas aulas de inglês de Warm Up. No inglês era bem mais legal, eu sempre tentava fazer um jogo rápido, contar uma história ou colocava um vídeo que tivesse algo a ver com o conteúdo. Mas em reunião o warm up é igual a quando você vai fazer conversa pequena com alguém pra pedir um favor, sabe? Você não liga para uma conhecida e diz: e aí, me empresta seu vestido? Tem todo um namoro e social até chegar e dizer: então, qual será a nossa próxima campanha?

Eu sou a última pessoa pra te ensinar a como fazer social, mas eu já pesquisei muito sobre isso e vou deixar alguns links sobre se você quiser saber mais como melhorar os primeiros 5 minutos.
Eles são essenciais.

QUAL SERÁ A NOSSA PRÓXIMA CAMPANHA?

Aqui na agência a gente tem um contrato anual com os clientes e em todas as reuniões mensais a gente tem que voltar com as seguintes respostas:

O que você achou do que fizemos mês passado?
O que você está precisando para esse mês?

O maior problema é que: o cliente nunca diz exatamente o que quer.
Tem uma frase famosa do Henry Ford que diz: se eu perguntasse a meus compradores o que eles queriam, teriam dito que era um cavalo mais rápido.
Então o que a gente precisa descobrir dele: qual o objetivo a alcançar e quais as ferramentas que ele pode dispor para a gente. 

Nos primeiros anos de atendimento eu ia pras reuniões e gastava muito meu marketing citando Kotler e anotando tudo que o cliente solicitava. Era tanto job e tanta alteração que a criação me odiava. Eu voltava pra agência e já pedia desculpa porque não só tínhamos mais 37 novas campanhas como 48 ajustes das campanhas passadas.

MAIÊUTICA SOCRÁTICA

Eu não vou ficar aqui explicando Sócrates, então tem alguns vídeos aqui que explicam bem o que é essa técnica,
mas em resumo é fazer perguntas simples que direcionam o investigado a encontrar a verdade. Então, saber onde se deve chegar torna o caminho mais fácil de ser definido. Então sempre planeje sua pauta.

Nos meus primeiros 5 minutos eu tento fazer perguntas pessoais e quando todos já estão confortáveis partimos para os business. Na primeira meia hora de reunião eu tento só perguntar e anotar todas as ideias e solicitações que os clientes precisam. Uma coisa leva a outra e o meu único objetivo é fazer ele verbalizar os motivos dele, chateações dele, sobre como foi o mês e o que deu errado e o que deu certo. No final desse tempo, se já tenho algumas direções criativas em relação ao que foi conversado, tento ver o que ele acha dessas ideias. Recomendo nunca entregar toda a ideia criativa, afinal esses foram os primeiros rascunhos, mas saber se já estamos na direção certa ajuda.

INVESTIGAÇÃO DE PAUTA

Depois da reunião, quando a gente chega na agência e começa a escrever o briefing, para a equipe quebrar a cabeça, é hora de colocar o lado jornalístico pra jogo e anotar todas as informações que eles precisam. Se você pesquisar no Google: modelo de briefing, vai ver um monte de doc pra baixar com 30 mil perguntas genéricas e espaços em branco pra completar. Mas a verdade é que cada job, precisa ter um briefing personalizado. Você precisa passar mais do que só a ficha técnica do job, a equipe precisa entender a emoção que o cliente descreveu que o produto dele é fantástico e que muita gente ia adorar aquilo se soubesse. Algumas informações têm mais peso que outras e em uma ficha técnica não dá para identificar isso. É assim que os jornalistas fazem: coletam informações e escrevem tudo aquilo tudo que eles aprenderam com tanta emoção que você tem empatia pelos envolvidos. E isso sim que é um bom briefing, um papel com informações, sentimento e o mais importante: uma única missão a ser resolvida.

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7 Dicas Para Ser Mais Produtivo

Sabe quando você abre a geladeira e esquece o que você estava fazendo? Você fica 5 minutos olhando e acaba fechando a geladeira sem pegar nada. A minha mente é exatamente assim, só que o tempo todo.

Eu tinha 25 anos quando fui diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o famoso TDAH. Antes disso eu só achava que pensava demais, que era preguiçosa e que as coisas simplesmente não ficavam prontas na minha mão. Hoje eu tenho certeza disso tudo, mas agora sei porque acontece e o melhor, tem remédio para isso. Quando eu tinha 25 anos também estava começando minha empresa sozinha, sem investimento e muita força de vontade, mas era muita coisa. Muita.

Quando a gente tá começando, a gente apita o jogo, chuta pro gol, agarra, defende e até torce. Eu comecei a ficar obcecada em otimizar meu tempo, em organizar as informações que tinha e como produzir mais e melhor em menos tempo. Produtividade é o Peace And Love dos Millenials. Em um dos meus estudos sobre produtividade eu achei o melhor livro da minha vida até hoje.

O autor e neurocientista Daniel J. Levitin aborda o problema do excesso de informação no século XXI em seu novo best-seller do New York Times.

E é sobre ele que eu vou falar hoje.

1 – Sistema de atenção

Uma das coisas mais importantes que o autor explica no livro é sobre o nosso sistema de atenção. Sabe quando você está dirigindo e nem percebe mais como que passa a marcha? Tudo simplesmente vai no automático, mas basta cair em um buraco e a sua mente volta a segurar o volante com firmeza. Ou quando a gente está procurando um endereço e abaixa o som do carro. Isso acontece simplesmente porque o nosso cérebro não consegue prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo.

E se algo precisa ser bem feito, pare de fazer absolutamente tudo e se concentre em uma coisa de cada vez. Multi tarefa não existe.

Aqui um teste para você se convencer:

Teste De Atenção

2 – Decisões

Eu sou perfeccionista. Algo não tão legal quanto parece em entrevistas de emprego. Principalmente se a pauta for longa, mas adotei uma filosofia de vida que começou a fazer os projetos saírem da gaveta: antes feito que perfeito.

No livro ele aborda a palavra ‘Satisfacing’: bom o bastante. E isso se aplica principalmente para decisões corriqueiras da nossa vida: compro este, ou este? Uso este, ou este? Se alguma vez você se perguntou porque o Steve Jobs usava a mesma camisa, era exatamente por isso, minimizar as decisões que precisava fazer no dia.

Uma coisa interessante também a pensar é o quanto nós compramos tempo. Não compramos um sanduiche, compramos alguém cozinhando para nós. Não compramos uma máquina de lavar, compramos algo lavando nossas roupas. Se o seu tempo é muito caro, investir em serviços que torne seu dia mais produtivo pode ser um excelente investimento.

3 – Organização Pessoal

Você tá entrando em casa, apertado para ir ao banheiro. Abre a porta, joga suas coisas e entra desesperadamente. Mais tarde, ainda neste dia, você vai sair de casa e… não sabe onde estão suas chaves. Isso acontece porque o seu sistema atencional estava ocupado quando você entrou e você não se lembra onde colocou as chaves.

Uma coisa que me ajuda muito a não perder nada é ter um lugar para cada objeto. No livro, Daniel J.Levitin até fala que, se você perde muito as chaves, invista em um porta-chaves bem caro, assim você vai usá-lo com certeza.

Ou até ter alguns objetos em dobro, como óculos de leitura por exemplo: ter um em casa e um no trabalho pode ser uma grande solução. Eu, tenho um nécessaire completamente pronta para viagens. Assim, sempre que preciso fazer as malas, já sei que tudo que preciso está pronto e que nada vai ser esquecido.

4 – Write it Down

Essa sim é a maior dica de todas. Você já esteve no meio do banho, de uma reunião, de uma atividade e lembrou de algo importante que tinha que fazer? Sempre que isso acontecer, anote.

É incrível, mas o nosso cérebro fica mandando alertas de tudo que importa para gente, o problema é que ele faz isso nas horas erradas. Por isso, Daniel dá duas dicas importantes: se algo demora menos de 5 minutos para ser feito, faça agora mesmo. Se demora mais do que isso, anote e faça depois, mas tente nunca interromper um trabalho com outras tarefas. Uma coisa de cada vez, lembra?

Apesar de amar papel, nem sempre tenho um carderno e lápis na mão, por isso prefiro anotar tudo no celular. Quase sempre no Trello, Bloco de Notas ou até em uma conversa comigo mesma no Whatsapp.

5 – Categorizar

Organizar é categorizar. É colocar junto o que é comum e separar cada coisa em um lugar. Mas cuidado para não separar demais! A gaveta da bagunça existe e é super válida mas tem que fazer faxina regularmente. Jogar fora o que você não vai usar mais ou abrir novas gavetas quando um item se acumula.

6 – Reabasteça

Eu já tentei, mas vai por mim, não dá certo. Se você quer riscar sua checklist, você precisa: comer bem, dormir bem, relaxar, socializar e fazer auto avaliações. Não dormir não vai fazer de você um super profissional. Isso vai acabar com você.

7 – Planejar para o Fracasso

Fazer errado é trabalho em dobro. Por isso, sempre que for trabalhar em algum projeto, tente imaginar o que poderia dar errado e o que você pode fazer para isso não acontecer. Algumas coisas são imprevisíveis, então, além de pensar no que pode dar errado, pense: e se der errado, o que eu irei fazer?

Parece estranho, mas a melhor forma de fazer mais coisas (bem feitas!) é fazer apenas uma coisa de cada vez. Cada coisa no seu tempo. Se esse texto te ajudou de alguma forma, dá um like e se inscreve na nossa newsletter.

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